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Fechando os olhos com sono, abrindo a mente para o desconhecido tão conhecido a mim - que a ele pertenço - penso no que não tenho, num último esforço.
Constância. Frases, canções, olhares me comovem e causam rubor suave na aspereza pálida de minha pele. Sinto-me emotivo, porque frio. Expansivo, porque tímido.
Cavo fundo minhas verdades e chego à superfície. Onde está o feitiço? Como tornar-me UM, se quanto mais fecho a minha mente, mais ela se dilata e transborda todos aqueles que a habitam?
Trata-se de abrir os braços e abraçar o mundo? Será que o aperto não é forte demais? Será que se deve dar as mãos em ciranda e cantar as belezas da Terra?
Trata-se de ceder às modorrentas batidas do relógio e o compasso das horas?
Não!
Que sejamos unidos em nossa individualidade, companheiros em nossos erros; que não sejamos amargos em nossas palavras, mas que possamos ser duros e silenciosos quando quisermos!
E que haja comunhão deste silêncio e que as buzinas calem e que os celulares desliguem e que os amores se apaguem e que os humores se acalentem e que fervilhem nossas cabeças vazias e que então, após a destruição bárbara de nossa civilidade, a nossa história comece.
Escrito por Rafael Morena às 21h22
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