Considerações sobre a pintura
"A pintura... Não sei. Talvez eu exagere nessa fobia.
Não posso negar que apesar de tudo existe alguma coisa num quadro, mesmo que seja apenas uma cópia fiel da natureza, que desarma e atrai. O que é? Uma paisagem pintada sem dúvida diz alguma coisa a mais para nós do que diz a mesma paisagem na natureza; seu efeito sobre nossa alma é diferente. Mas não que a pintura seja mais bela que a natureza, não, a pintura sempre será uma beleza incompetente... É possível, no entanto, a razão por trás do fascínio. O quadro nos mostra a beleza que foi sentida, vista por alguém...
Se considerarmos a contemplação de um objeto... enchendo-nos com o desespero da solidão – porque então você se vê a sós com a coisa e a Coisa o esmaga – talvez esse medo da coisa (o terrível encontro com o real) como tal explicaria o fenômeno paradoxal de que um tronco de árvore pintado imperfeitamente esteja mais próximo de nós que um tronco natural em toda a sua perfeição. Um tronco de árvore pintado é um tronco filtrado através do homem". (Gombrowicz, W. – Diário II)
Escrito por Rafael Morena às 14h32
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Mila maldição
Tudo começou, a um tempo atrás Na ilha do sol O destino te mandou de volta para o meu cais
Tudo começou, a um tempo atrás Na ilha do sol O destino te mandou de volta para o meu cais No coração ficou lembranças de nós dois, Como ferida aberta, como tatuagem
Oh Mila , mil e uma noites de amor com você, Na praia, no barco, no farol apagado, Num moinho abandonado, numa grande alto astral, Lá em Hollywood pra de tudo rolar, Vendo estrelas caindo, vendo a noite passar
Eu e você, na ilha do sol
Tudo começou, a um tempo atrás Na ilha do sol O destino te mandou de volta para o meu cais No coração ficou lembranças de nós dois, Como ferida aberta, como tatuagem
Oh Mila , mil e uma noites de amor com você, Na praia, no barco, no farol apagado, Num moinho abandonado, numa grande alto astral, Lá em Hollywood pra de tudo rolar, Vendo estrelas caindo, vendo a noite passar
Eu e você, na ilha do sol
Oh Mila , mil e uma noites de amor com você, Na praia, no barco, no farol apagado, Num moinho abandonado, numa grande alto astral, Lá em Hollywood pra de tudo rolar, Vendo estrelas caindo, vendo a noite passar
Eu e você, na ilha do sol
Eu estava com um pedaço dessa música na cabeça, achei que lembrando por completo, conseguiria me livrar dela. Não foi o que aconteceu. Recordei-me até da coreografia desse troço, mas não consigo esquecê-la!!! Talvez volte a publicar algo de relevante quando conseguir...
Nunca entendi esse "numa grande alto astral". Não devia ser "num grande alto astral"? Pior é o Gustavo, que passou toda a adolescência achando que era "numa GRANJA alto astral". Isso nos diz algo "da ordem do sujeito"... Interpretando lacanianamente, Gustavo se compara a uma galinha (ou a um galo, mas a primeira opção é mais engraçada).
Também tive um debate bastante científico com fräulein Bárbara Breder, pois ficamos na dúvida se era "no barco", "no mato", ou "no carro". "No mato" seria mais lógico, pois Mila e Netinho estão na praia, mas ali todos sabemos que não dá, a areia incomoda. Não imaginamos o casal pensando em pegar um barquinho de pescador, até porque, além das ondulações naturais, haveria outras que poderiam provocar um trágico naufrágio. E "no carro" não condiz com a letra tão ecológica. Mas o poeta se decidiu pelo barco; trata-se de um "aventureiro".
O que Hollywood tem a ver com tudo isso?
Escrito por Rafael Morena às 07h56
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Ilha Grande - Naturezas

No Brasil é moda ir pro mato. Como ninguém tem muito o que fazer por aqui, acaba-se pegando a mochilinha e indo dar uma de bom selvagem.
Nunca consegui entender o que faz uma pessoa subir uma encosta como esta da foto e não se jogar do alto. Se um dia eu tivesse disposição para "gastar calorias" (na linguagem moderna) nesta empreitada, não pensaria duas vezes; pularia lá de cima numa boa.
Aliás, o mato é um bom lugar para suicídios. O anoitecer no meio do nada, o barulho dos insetos, a distância da civilização - tudo favorece um tiro nos miolos.
Tem gente que prefere, ao chegar no fim-do-mundo, dar gritinhos do tipo "Iuhuuuu", tirar fotos com suas câmeras fotográficas e transar. Nada do que não se possa fazer na cidade, numa festa de Psicologia.
Os animaizinhos, os animaizinhos, perto deles encontro minha verdadeira natureza... Quanta ingenuidade! Não há nada mais distante de nossa natureza do que os besouros e os macaquinhos.
Para quem não notou ainda, o velho palhaço ranzinza está de volta, para o bem ou para o mal.
Escrito por Rafael Morena às 08h28
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