Rompendo o Silêncio
Diz alguma coisa...
O que você quer que eu diga?
Qualquer coisa... Seu silêncio me angustia.
Está bem.
Durante algum tempo escapei dos riscos. A experiência me ensinou a ser firme, a ironia virou minha arma. Gargalhadas deram lugar a sorrisos contidos, que são sinais de humildade e serenidade (mesmo que aparente).
Um vazio, um “buraco negro”, como nossa amiguinha poetisa disse, se apoderou de mim. Uma dormência, um torpor, tornou-se parte de meu ser. Não sou, mas estou embriagado de paz e sossego que, quanto mais absolutos, mais nos matam.
Sinto-me travado. Escrever foi a maneira que descobri para expressar a sensibilidade que negam que eu tenha. Talvez seja verdade. Leiam e releiam os meus textos. São eles insensíveis?
“Se não posso mudar o Céu, sacudo o Inferno”.
Não gosto de falar de mim, pois creio não me conhecer bem. Mas acho que este é um bom ponto de partida para uma nova fase no blog e na minha vida. Muitas vezes, ao escrever algo para publicar, decidi aguardar um tempo para saber se me arrependeria ou não de me expor. Não me importei com isso agora.
Será que podemos voltar a ser o que já fomos? Ou apenas podemos adaptar o passado ao presente? De qualquer forma e independente do que venha a acontecer, um processo se iniciou. Não sei onde essa trilha vai me levar, só sei que apesar de (ou por causa de) todas as diferenças, de todos os bloqueios, de toda desconfiança, me dispus a aceitar o desafio. Não quero causar mais angústias a ninguém.
Não sei se é “conveniente” dizer essas coisas, não sei que tipo de interpretações elas suscitarão, só sei que senti (apesar de minha insensibilidade) que precisava disso.
Pronto.
Escrito por Rafael Morena às 23h58
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