A Verdade
"A representação simbólica em geral, por estar até certo ponto afastada do próprio sujeito, reveste-se de menos ansiedade do que a confissão por meio de palavras". - Melanie Klein
Bloqueio de escritor. Sendo homem oco, a presença vazia da tela em branco martela dentro de mim e reverbera. As belas palavras todas serviram, até o momento, de máscara. Falando de felicidade, o azul bucólico dos jardins de minha alma é escondido. Figuras de linguagem – ah, que figuras! – sorrateiramente formam o estilo de um não eu; uma imagem.
Ondas sensuais de um estéril autômato. Parágrafos de pensamentos anômalos. Personagens acompanhantes de uma mente errante, ou seja, solitária. Das páginas desta comédia, a genialidade do burro é esperada. Não há espaço para lágrimas. A tal verdade? Para além do bem e do mal? Fica para a próxima. Ponto final.
Escrito por Rafael Morena às 19h58
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